Acesso à informação Portal Brasil  
Embrapa Uva e Vinho Embrapa Uva e Vinho

Acesse também

Acesso à Informação
Seleção de Chefe Geral
Sistemas de produção Agência de Informação Embrapa
Sistemas de produção Sistemas de Produção
Informação para criação e cultivo
Produtos e Serviços Catálogo de Produtos e Serviços
Memória Embrapa Memória Embrapa
A história da Embrapa
Proeta Proeta
Incubação de agronegócios
ISTW International Symposium on Tropical Wines
Vitibrasil Vitibrasil
Dados da Vitivinicultura
Cadviti Cadviti
Cadastro Vitícola do Rio Grande do Sul
Uvas do Brasil Arranjo
Uvas do Brasil
Embrapa Uva e Vinho
Página Inicial Fale conosco Embrapa Sede Ouvidoria
Buscar

Notícias

Dezembro, época das borbulhas, tempo das champanhes

O mês de dezembro lembra presentes, festas, alegria. No mundo do vinho a bebida que reúne essas características é o vinho espumante. Manda a tradição estourar uma champanhe sempre que há uma comemoração, pois o barulho da rolha saltando e a espuma saindo livre com força e alegria é sempre motivo de felicidade e celebração.
Festa, momento romântico, nascimento dos filhos, promoção no trabalho, casamento são alguns momentos em que o brasileiro toma champanhe. As mulheres também tem se destacado no consumo do vinho espumante, preferindo-o em maior quantidade que os homens. Todavia o consumidor brasileiro ainda não que esta descobriu esta bebida pode ser tomada em qualquer momento e como acompanhante de refeições. O consumo médio per capita nacional é de apenas 0,2 litros (Uvibra).

O Champagne

Contam os historiadores que o vinho produzido na região francesa de Champagne, muitas vezes apresentava uma efervescência, desprezada por uns e muito apreciada por outros. Algumas garrafas, estouravam e davam prejuízo aos seus possuidores. Esta efervescência natural se devia a três fatores: A colheita da uva na região era precoce; o engarrafamento era feito antes da completa fermentação do vinho; a utilização de castas de uva Pinot. Um fato curioso relatado pelos historiadores era de que a efervescência natural ocorria em alguns anos e em outros não: o processo estava sob o controle da natureza, e não do homem.
A história consagrou o Frade Don Pérignon, nascido em 1638, como o primeiro grande impulsionador do vinho espumante de fermentação natural. Este, ao degustar pela primeira vez um vinho espumante, recorreu a expressão, por ele mesmo imortalizada, de "Estar Bebendo Estrelas". Ao morrer, em 1715, Don Pérignon havia deixado pelo menos três grandes colaborações à qualidade do Champagne: a idéia de mesclar, cortar ou misturar, combinando harmoniosamente dois ou mais vinhos; a substituição dos métodos anteriores de tapar a garrafa pelo da rolha de cortiça, existente até hoje, presa com um arame, que evita o derramamento do vinho antes do momento certo e vinhos excelentes, obtidos com fermentação natural e controlada, sem que se saiba até hoje se utilizava ou não açúcar e fermentos, pois fez segredo disso, o que foi um indiscutível aperfeiçoamento no processo de champanhização. (http://www.espumante.com.br)

Champagne ou vinho espumante

A denominação champagne é uma "appellation d'origine contrôlée" (denominação de origem controlada). A região de Champagne, na França, é a única no mundo que pode dar o nome de champagne aos seus espumantes. Nem mesmo outras regiões da França podem chamar assim seus vinhos espumantes. Champagne, tem um solo com características específicas que propiciam as uvas aptas para um champagne (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) e um clima frio. O vinho elaborado com essas características, em outros países, recebe a denominação de vinho espumante. No Brasil sua produção é recente e nos últimos anos tem alcançado qualidade internacional. O Rio Grande do Sul é responsável por 90% da produção nacional. A cidade de Garibaldi, na Serra Gaúcha, concentra a maior produção de espumantes, tendo engarrafado em 1999, cinco milhões de garrafas.
De acordo com Luiz Rizzon, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho o processo de elaboração do espumante compreende duas etapas distintas: a obtenção de um vinho base, elaborado a partir das cultivares Riesling Itálico, Pinot Noir, Pinotage, Malvasia e Chardonnay. Também podem ser utilizadas cultivares aromáticas (uvas moscatéis) quando se deseja elaborar vinhos pelo método ASTI (Itália) e a segunda fermentação alcóolica, quando ocorre a formação de dióxido de carbono (bolhas), uma das características principais do espumante. Esta etapa pode acontecer diretamente na garrafa (método Champenoise ou tradicional) ou em autoclaves de aço inoxidável (método Charmat). Este último traz como grande vantagem, seu baixo custo de produção, já que todo o seu processo pode ser completado em duas semanas.

Os espumantes da Embrapa

Desde a década de 80 a Embrapa Uva e Vinho, através do Projeto de Produção de Vinhos e Derivados vem comercializando espumantes dos tipos Brut e Asti. Em 2001 foram elaborados 12 mil e quinhentos litros, atualmente em processo final de comercialização.
O Brut Embrapa é elaborado a partir do vinho base de "assemblage" (mistura) das variedades Chardonnay e Pinotage. Possui uma cor amarelo-esverdeada de pouca intensidade. Seu aroma lembra flores, e também amêndoas secas, acompanhado com frutas silvestres. Quanto aos aspectos gustativos é de boa acidez, equilibrado e fresco dando uma sensação agradável de suavidade.
Já o espumante Moscatel um produto elaborado pelo método ASTI, com a variedade BRS Lorena Moscato, cultivar recentemente lançada pela Embrapa para elaboração deste tipo de espumante. Sua cor é de um leve amarelo-esverdeado, brilhante e límpido. Apresenta um "perlage" (bolhas) ascendente, e uma boa tomada de espuma.
Oferece um aroma bastante intenso de substâncias doces que lembra muito a cultivar. Na boca é agradável, com uma boa estrutura adocicada, combinada com leve toque de gás carbônico originário da fermentação natural. É indicado para acompanhar como sobremesa.

BRS Lorena - uma uva de sucesso

A cultivar BRS Lorena, lançada na última Expointer em agosto passado, vem obtendo sucesso junto ao público consumidor, produtores e enólogos. O espumante elaborado a partir desta uva tem recebido elogios de quem o degusta, por seu aroma e sabor, tendo inclusive conquistado medalhas de prata e ouro em concursos internacionais e nacionais.
Para a criação da cultivar Lorena foram investidos aproximadamente 945 milhões de reais, em esforços que se estenderam por 15 anos. A cultivar foi desenvolvida para a Região Sul do Brasil, principalmente para pequemos produtores da Serra Gaúcha. Nada impede, contudo, que seja cultivada por médios e grandes produtores. Apresenta alto potencial produtivo, boa resistência às doenças e mosto equilibrado, com qualidade para elaboração de vinhos aromáticos, especialmente espumantes.
O teor de açúcar da BRS Lorena madura é 35% superior à Moscato Branco, implicando em expressiva melhoria de qualidade, além da economia com correção do teor glucídico com açúcar de cana, beneficiando produtores, agroindústria e consumidores.
Considerando que a produção da BRS Lorena demanda 40% menos agroquímicos em relação à cultivar Moscato Branco (que é a cultivar tradicionalmente cultivada na Serra Gaúcha para a elaboração de espumante tipo Asti), seu cultivo representa uma economia de R$ 450,00 por hectare para o viticultor, ou seja, redução de gastos, com maior proteção ambiental e segurança alimentar ao consumidor.

Vinte motivos para abrir um champanha:

Adolfo Alberto Lona

Meu time ganhou.
Meu time perdeu.
O adversário ganhou.
O adversário perdeu.
Minha filha tirou carteira de motorista.
Minha filha fez prova para tirar carteira de motorista e foi reprovada.
Terminou a semana.
Iniciou a semana.
Hoje é 29, dia do meu casamento.
Meu cunhado chegou.
Meu cunhado foi embora.
Hoje é sexta-feira.
Amo minha mulher.
Estou feliz.
Estou triste.
É sábado, e vou me reunir com meus amigos.
Fiz um bom negócio.
Me livrei de um mau negócio.
Meu filho passou no vestibular.
Minha família é maravilhosa.

Para Saber Mais

Internet - mais de 500 páginas com informações sobre história, venda de vinhos etc.
http://www.champanha.com.br
http://www.espumante.com.br

RIZZON, Luiz Antenor. Elaboração de Vinho Espumante na Propriedade Vitícola. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho, 2000. 24p.

LLOPIS, G.Y. Denominações de Origem e Indicações Geográficas de Produtos Vitivinícolas, Trad. Jorge Tonietto. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho, 1997. 20p

LONA, A. A. Vinhos: Degustação, Elaboração e Serviço. Porto Alegre, 1999


Área de Comunicação Empresarial
Embrapa Uva e Vinho
Jornalista Fernando Taroco - MTb 6725
Fone (54)455-8000

Copyright © Embrapa Uva e Vinho. Todos os direitos reservados.
Mais informações: cnpuv.sac@embrapa.br
Última modificação: 2013-11-13
Rua Livramento 515, Caixa Postal 130
95700-000 Bento Gonçalves, RS - Brasil
Fone: (54) 3455-8000 - Fax: (54) 3451-2792