A doença pode ocorrer em folhas, flores e, também, em frutos, causando perdas na produção. Infecções severas em folhas causam danos foliares, redução na taxa de fotossíntese, necrose ou até mesmo desfolha. Nas folhas, os sintomas são manchas brancas formadas por micélios e esporos, de aspecto pulverulento, na face inferior das folhas, podendo com o tempo aparecer na face superior. As bordas da folha se enrolam para cima, expondo o crescimento micelial branco e pulverulento do fungo. Manchas púrpuras a avermelhadas também podem ocorrer na superfície inferior das folhas. Pecíolos das folhas, pedúnculos de flores, flores e frutos também podem apresentar o crescimento pulverulento branco do fungo.
O oídio é uma doença que nos últimos vem ganhando importância em função da utilização do cultivo protegido e produção de morango o ano todo. O manejo ideal para esse patógeno seria o uso de cultivares resistentes, entretanto, a maioria das cultivares atualmente cultivadas no Brasil são suscetíveis à doença. Portanto, deve-se fazer um monitoramento da doença e das condições climáticas, muito importantes para a maior ou menor intensidade de ocorrência, e efetuar as pulverizações com fungicidas se necessário. Os fungicidas recomendados são os triazóis, estrobirulinas, benzimidazóis, anilinopirimidinas e enxofre, buscando fazer a alternância deles para evitar o surgimento de fungos resistentes aos fungicidas. Além dos químicos pode se usar alguns produtos biológicos a base de bactérias e alternativos com os fermentados.