Cochonilha-branca (Pseudaulacaspis pentagona)

Descrição e sintomas

Originaria da Ásia, a cochonilha-branca se dispersou com o material vegetativo e hoje está presente em todos os continentes. No Brasil, está distribuída em todos os estados produtores de frutas de caroço. Além de ser cosmopolita, ataca troncos, folhas e frutos de vários hospedeiros cultivados e não cultivados destacando-se plantas ornamentais, frutíferas, florestais e até mesmo culturas anuais quando essas são cultivadas próximas aos hospedeiros preferidos. Entre as frutíferas destaca-se o pessegueiro, ameixeira, amoreira, videira e o quivizeiro. Na fase adulta as fêmeas possuem uma coloração amarela ou alaranjada e chegam a medir 0,9 mm de comprimento e 1,3 mm de largura. As cochonilhas são protegidas por uma carapaça (escama) de forma subcircular, com cerca de 2 mm de diâmetro de cor branca e com duas estrias centrais de coloração alaranjada. Os machos são menores que as fêmeas e a escama é alongada com uma carena. As formas imaturas e a fêmea adulta não possuem pernas e antenas locomovendo-se através de movimentos ondulares do corpo. Fêmeas não fertilizadas saem da carapaça e começam a secretar uma nova camada mais branca e macia do que a primeira. Quando fertilizadas, as fêmeas param de secretar a carapaça e começam a ovipositar. Após 15 dias de se tornarem adultas ocorre o inicio da oviposição que pode chegar a 150 ovos. Cerca de 5 dias após a oviposição eclodem as ninfas que passam por quatro instares. Nos primeiros estádios são móveis até encontrarem um local para se fixarem onde perfuram o tecido vegetal com os estiletes bucais e, no caso de fêmeas, permanecem até a fase adulta no local. O período ovo-adulto pode durar até 40 dias no verão e 90 dias no inverno. Os adultos machos são de vida livre, sobrevivendo por poucas horas, apenas com a finalidade de reprodução e as fêmeas permanecem fixas. Os danos ocorrem principalmente quando a população é alta, recobrindo totalmente o tronco e os galhos, deixando as plantas como se estivessem pulverizadas de branco. As plantas atacadas perdem o vigor e em alguns casos podem morrer caso medidas de controle não sejam adotadas. É comum encontrar nas plantas rachaduras no tronco e ramos devido a sucção de seiva provocada pela cochonilha, o que facilita a entrada de patógenos.

Prevenção, controle e manejo

O monitoramento é realizado por meio da identificação dos focos de infestação, registrando-se as plantas e ou partes infestadas no pomar. O controle é realizado levando-se em consideração os preceitos do manejo integrado de pragas. A realização da poda durante o período vegetativo ou de inverno dos ramos que estão infestados pela cochonilha ajuda a diminuir a população. Além disto, a remoção das cochonilhas com escovas e jatos d’água também é uma prática recomendada. O controle biológico natural é um aliado ao produtor no controle de P. pentagona. No mundo, são registrados mais de 40 parasitoides e 57 espécies de predadores. Para a preservação e aumento dos inimigos naturais recomenda-se que, no momento da poda, os ramos infestados sejam colocados no pomar entre as linhas. Assim, os parasitoides que estão nos estágios imaturos, nas cochonilhas eliminadas com os ramos, poderão emergir e parasitar novos hospedeiros. O uso do controle químico para a cochonilha-branca deve ser realizado somente nas plantas infestadas. O mesmo pode ser realizado com inseticidas aplicados via solo ou no tronco, no início da brotação e com produtos autorizados de Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Informações adicionais

Imagens

Cochonilha-branca do pessegueiro <i>Pseudaulacaspis pentagona</i> no tronco do pessegueiro