Piolho-de-São-José (Comstockaspis perniciosa)

Descrição

Originaria da China, a cochonilha piolho-de-são-josé ocorre no Brasil desde 1919. Possui mais de 200 hospedeiros, sendo o pessegueiro um dos principais. O ciclo biológico difere entre sexos. Nas fêmeas, é constituído pelo estagio de ninfa e adulto, sendo que as ninfas passam por dois ínstares. As ninfas são migratórias e no final do segundo ínstar se fixam na planta, onde ocorre a perda das pernas e antenas, e permanecem até tornarem-se adultas. No caso dos machos, além do estagio de ninfa e adulto, ocorre também a pré-pupa e pupa e, diferentemente das fêmeas, são de vida livre. As fêmeas são vivíparas e podem originar 10 ninfas por dia, por um período de até 50 dias. As ninfas permanecem por um período sobre o escudo da mãe, antes de migrarem para os ramos e tronco da planta. O piolho-de-são-josé possui três gerações. A primeira é a geração de primavera (setembro a outubro), seguida de uma geração de verão (janeiro) e de uma geração que ocorre no final de março e abril, sendo que nessa última as ninfas permanecerão em diapausa no inverno. O dano é causado pelas ninfas, pelo fato das mesmas sugarem seiva dos diferentes órgãos das plantas, atacando inclusive os frutos. Quando ocorre em altas infestações, as sucessivas picadas causam ferimentos e injeção de substâncias tóxicas que podem deixar as plantas enfraquecidas e levar à morte.

Prevenção, controle e manejo

O monitoramento deve ser realizado por meio da observação dos sintomas de ataque, principalmente nos frutos que ficam com pontuações de cor avermelhada e em ramos novos. O uso de fitas adesivas de cor escura no tronco pode indicar a fase de ninfa móvel e auxiliar na determinação do momento de controle. A aplicação de calda sulfocálcica (original a 32°Bé) em dose mínima de 10% (diluição equivalente a 4°Bé) pode auxiliar no controle. Entre as medidas para prevenir o ataque da praga, recomenda-se o uso correto da adubação e a preservação dos inimigos naturais, como parasitoides e predadores, por meio do uso de inseticidas seletivos e preservação de plantas hospedeiras dos inimigos naturais. A remoção e queima dos ramos infestados pela praga por ocasião da poda também é recomendado e auxilia na redução populacional. O controle químico deve ser realizado com inseticidas registrados para a cultura, juntamente com o uso de um óleo mineral. As aplicações devem ser direcionadas principalmente para os estágios de ninfas.

Informações adicionais

Imagens

Ninfas de primeiro ínstar (destacadas na cor amarela) da cochonilha Piolho-de-São-José Fêmea adulta da cochonilha Piolho-de-São-José, após a remoção do escudo Cochonilha Piolho-de-São-José atacando um fruto Ataque da cochonilha Piolho-de-São-José, em ramos Fita adesiva colocada nos ramos para detectar a presença de ninfas móveis da cochonilha Piolho-de-São-José