Esta doença é mais importante na pós-colheita, mas pode ocorrer no pomar em frutos com ferimentos e bem próximos da maturação, quando há condições ambientais com alta umidade e temperatura. É caracterizada pela formação de micélio branco bastante abundante na superfície da lesão, que posteriormente formam esporângios pretos bem visíveis. Os frutos, devido à ação de enzimas do fungo, ficam com podridão mole e encharcada, com aparência aquosa. Quando ocorre em frutos acondicionados na pós-colheita, rapidamente o micélio do fungo se espalha para os frutos próximos, causando a podridão-mole.
Como medida de controle, visto que o fungo entra por ferimentos e está presente no ar, recomenda-se evitar danos aos frutos, descartando aqueles que estão danificados, quando detectados. Armazenamento de frutos em baixas temperaturas (abaixo de 4,4°C), inibem o crescimento do fungo. As câmaras frias e locais de armazenamento de frutos devem estar sempre limpos e periodicamente passarem por uma desinfestação geral. Além disso, pode ser usado o fungicida diclorana na pós-colheita, imergindo o fruto na calda fungicida ou pulverizando sobre os frutos.