Esta doença pode ser causada por mais de uma espécie de fungo, se caracteriza pelo retardamento da brotação na primavera, encurtamento dos entrenós, deformação e descoloração dos ramos. As folhas são menores do que o normal, deformadas e cloróticas, com pequenas necroses nas margens, podendo murchar e cair. As plantas apresentam redução drástica do vigor, superbrotamento e seca dos ramos laterais (inicialmente), podendo levar a morte da planta. Verifica-se frutificação irregular e com menor número de bagas. Quando se faz um corte transversal do ramo afetado nos estádios iniciais, é visível uma área com escurecimento (necrose) interno em forma de cunha (também conhecido como sintoma em forma de "V"), que progride até o completo comprometimento dos vasos condutores.
O monitoramento deve ser realizado durante toda a fase vegetativa da planta, identificando-se plantas e mudas com os sintomas descritos acima.
Localizar os focos de infecção e eliminar as plantas com sintomas.
Utilizar material sadio e livres dos fungos causadores desta doença. Eliminar o material podado do vinhedo. Evitar podas durante períodos chuvosos. Desinfetar as ferramentas com água sanitária durante a poda. Proteger os ferimentos da poda com fungicida, pasta bordalesa ou produtos biológicos à base de Trichoderma spp. Eliminar as partes atacadas até encontrar tecido sadio (sem apodrecimentos). Eliminar os esporões que não brotaram e pulverizar as plantas durante o repouso com calda sulfocálcica (4° Bé). Plantas infectadas por estes patógenos devem ser podadas bem abaixo dos cancros ou da área necrosada, ou seja onde for observado o tecido interno sadio. Podar as plantas com sintomas (marcadas) após a poda das demais plantas.